Uma das coisas que mais me inquietam, ultimamente, é a apatia que vem assolando em nossa sociedade. As pessoas nao se posicionam, nao buscam afirmar suas concepçoes, delegam a outros - q nem se sabe quem sao esses outros, muita das vezes - grande parte das decisoes da sua vida. Cada dia mais nossas vidas vao sendo tomadas e decididas por especialistas do comportamento. E nisso nao falo só de psicologos. Sempre vejo nos meios de comunicaçao aparecer os ditos especialistas em varios campos de nossa vida. São pessoas q dizem ter um certo saber sobre determinada situacao e a partir dai eles vao dizer como devemos agir. Por exemplo, há um quadro no Fantastico onde eles utilizam-se do saber de uma especialista em etiqueta pra dizer como devemos nos comportar Corretamente em determindas situaçoes. Durante uma conversa hoje, na Ufs, sobre, entre outras coisas, essas questoes, eu falava sobre a famosa sindrome do elevador, a qual nos acomete hehe assim q entramos no elevador e tem alguem la dentro. É interessante como nossa reacao e a dos q estao junto conosco no elevador sao parecidas, nossos olhares se direcionam pra um ponto em outra dimensao, q nao a do elevador e muito menos da pessoa a nosso lado. É dificil fazer um contato visual. Olhamos pra cima, pra baixo, pra o visor digital q diz em q andar estamos e ficamos ansiosos pra chegue logo no andar desejado pra sairmos dessa situacao constragedora. Pois bem, voltando a especialista em etiqueta. Segundo um amigo meu, esta falou que nessas situacoes o mais Correto (enfatizo essa palavra) seria olhar para nossos pés. Para nosos pés???!!! Até agora nao entendi...e tenho certeza q se ouvisse a explicaçao da dita cuja, continuaria sem entender. Pode ate ser que enxergasse uma coerencia no q ela falasse, mas entender, ver aquilo como algo satisfatorio ja seria demais pra mim. (Iiihhhh to acabando indo por um caminho q nao pensava a principio ao escrever esse post...mas vamo la..quem sabe chego onde quero heheh)...Voltando a questao da apatia, q dá titulo a esse post...Quando pensei nisso, queria falar, como cito no começo, sobre nossa falta de posicionamento, delegando a outros fazê-lo...cada vez mais se produz sujeitos dessa forma. E vou dar um exemplo mais proximo a mim, a minha experiencia de vida...A universidade supõe ser um espaço de produçao de conhecimentos. E essa produçao perpassa por movimentos de questionamento, de posicionamento politico frente aquilo que se discute durante os espaços universitarios. Mas o que vejo hj em dia é que essa idéia sobre a universidade como produtora de conhecimento, vem perdendo cada vez mais forças, vem sendo minada a cada dia por um modo de viver que atravessa nossa sociedade. Um modo de viver que dentre outras coisas, está paltado em mercantilizar tudo o q puder, e de fazer com q esse produto mercantilizado seja colocado imediatamente a disposicao. Criam-se discursos que oferecem e dao carater de necessidade vital para que adquiramos esse produto, e nisso acabamos aceitando sem pesatanejar. É mais ou menos por ai que entra a idéia da universidade. Faz-se a propaganda de que a universidade é O Caminho para adentrarmos no mercado de trabalho, que devemos entrar lá, adquirirmos o diploma q validará nossa inserçao no meio do trabalho. E isso deve ser feito da forma mais rápida possivel. Nao há porque perder tempo com "futilidade", afinal "Time is Money!!", já diria o velho Tio Sam. E é ai que toda essa ideia de campo de producao de conhecimento, perpassado por questionamentos, inquietaçoes, vai sendo minado. Nao se admite mais perder tempo discutindo questoes ditas "abstratas" qd se pode ganhar tempo estudando tecnicas que seriam muito bem aplicadas no Mercado de Trabalho. E ainda mais pq essas questoes tidas como "abstratas" acabam por servir como critica a um modelo visto como o unico possivel para nossas vidas. Vejam bem! admite-se que o modelo é de certa forma cruel, que exclui, mas por se propagar que nao outro modo, q se continue. Algo como "em time que ta ganhando nao se mexe". Esse movimento de formaçao de mao-de-obra de trabalho tecnica exige que seus sujeitos sejam pessoas que nao pensem, ou melhor, q ate pensem, mas que tenham preguiça pra isso...putz...cada vez mais os estudantes estao mais na condiçao de Alunos, e esse termo aluno quer dizer "Seres Sem Luz", ou seja, seres que nao tem saber. E que por isso alguem, q possue um saber, deve ir la e colocar esse saber, de forma imposta mesmo. É assim que esperamos que aconteça, se for de outra forma, logo reagimos...se um professor pede para escrevermos nossas impressoes sobre o texto q ele passou, se pede q nos posicionemos frente a ele, isso se torna uma coisa muito dificil, pois é algo q nao fazemos com certa frequencia, e q se brincar, pra alguns, nunca foi feito!! Mais uma vez nos prendemos a figura do especialista, daquele a quem entregamos nossas vidas pra dizer o que deve ser feita dela. Esperamos que o professor traga tudo pronto, diga "Isso é isso"; "Pra fazer essa coisa, vc aperta aqui, joga essa poçao e pronto"...nada de pensarmos, de nos inquietarmos, de buscarmos produzir nosso proprio saber a partir do que vivenciamos nas praticas universitarias....Acho q esse texto ta ficando um pouco confuso hehe, mas essa é uma das minhas propostas pra esse espaço: escrever de uma forma solta, deixando fluir meu pensamento e buscando amarrar em alguns pontos....e digo mais, Pensar nao é facil!!! é um atividade extremamente cansativa, visto o q ja apresentei de como se produz nossas vidas..e o q dirá escrever!! É mais dificil ainda!! Mas isso nao quer dizer que devemos desistir...acho q é ai q entra a minha idéia de pensar Resistencias: q há sempre possibilidades de desviarmos dos caminhos que nos dizem q é o certo, q é a norma...podemos produzir novos caminhos e isso só se dar se nos jogarmos, se buscarmos experimentar..nao basta ficar no bla bla, viva a diferença, a multiplicidade, é preciso vivenciar isso! Chega por hj!!
2 comentários:
olhei para os meus pés. eles estavam do mesmo tamanho. precisva caminhar.
abraço!
uuufaa..
tudo que precisava ler, hoje.
beijo
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